Orientações para endoscopia digestiva alta

1 – O que é Endoscopia Digestiva Alta?

A Endoscopia Digestiva Alta é realizada para avaliação do esôfago, estômago e duodeno, através da introdução, por via oral, de um aparelho flexível. Este aparelho possui um sistema de fibras ópticas e um chip que ilumina e capta imagens a partir dos órgãos descritos para uma tela, onde o médico tem a visão ampliada.

A partir de então, o exame auxilia no diagnóstico de doenças do aparelho digestivo alto, através de biópsias, no seguimento de tratamento e também na remoção de lesões como os pólipos, além de tratamentos de lesões sangrantes, como úlceras e varizes.

 

2 – Como é realizado o procedimento?

O preparo consiste em jejum de 8h, inclusive para líquidos.

O exame é realizado com o paciente em posição lateral, deitado sobre o seu lado esquerdo. É realizada a sedação, para que haja maior conforto para o paciente, evitando náuseas e engasgos. Os medicamentos são administrados por via intravenosa. Também é realizada a administração de um anestésico tópico, de xylocaina, na garganta, cujo efeito persiste por cerca de 45 a 60 minutos. Durante este período, o paciente deve evitar a injesta de alimentos ou líquidos, para que não se engasgue.

Em função da sedação administrada, é obrigatória a presença de um acompanhante do paciente, para a realização do exame.

Havendo a necessidade de biópsias, uma pinça é passada através do aparelho, com a intenção de retirar alguns fragmentos de tecido que serão enviados para análise de um patologista, em laboratório apropriado para tal. A retirada de biópsias pode ser por diferentes razões, como inflamações, pólipos, infecções bacterianas e outras lesões, não significando, necessariamente, haver suspeita de câncer.

Após o término do procedimento, o paciente deverá ficar por alguns minutos na sala de recuperação, aguardando passar o efeito da sedação, saindo, após, com seu acompanhante.

 

3 – Quais são os principais riscos?

A Endoscopia Digestiva Alta é um procedimento médico que normalmente não promove complicações, porém, a literatura mundial relata algumas, mesmo que com baixa probabilidade, tais como:

– Flebite (inflamação no local da aplicação dos medicamentos);

– Muito raramente, pode ocorrer depressão respiratória, que será revertida com o tratamento apropriado;

– Raramente, podem ocorrer perfurações e hemorragias, podendo, muito raramente, ser necessário internações hospitalares e eventual cirurgias.

Sinais de alerta a serem observados:

– Dor abdominal intensa;

– Temperatura maior do que 38°C e calafrios;

– Vômitos com ou sem a presença de sangramentos;

– Sangramento escurecido na fezes.

 

4 – Cuidados após o procedimento, nas primeiras 12h.

– Não há restrição alimentar ou ao banho, após o exame;

– Evitar ingesta de bebidas alcoólicas;

– Evitar atividade física;

– Não dirigir ou trabalhar no dia do exame;

– Apesar de não ser comum haver dor, caso ocorra, ingerir analgésicos comuns;

– O uso de anticoagulantes deve ser discutido caso a caso entre o médico do paciente, endoscopista e paciente.

 

Se houver qualquer suspeita de complicação ligue para seu médico, procure o Pronto

Atendimento do hospital, ou entre em contato com o médico que realizou o procedimento

 

5 – Como retirar o resultado do exame

O resultado do exame será entregue na recepção da clínica, no momento da alta. Caso haja coleta de material para análise anatomopatológica, o resultado desta ficará à disposição do paciente, após sete dias úteis.